Mohandas Karamchand Gandhi, mais conhecido
popularmente por Mahatma Gandhi (do sânscrito "Mahatma", "A
Grande Alma") foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano é o
maior defensor do Satyagraha (princípio
da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução.
Após a guerra, Gandhi se envolveu com
o Congresso Nacional Indiano e com o movimento pela independência.
Ganhou notoriedade internacional pela sua política de desobediência civil e pelo uso do jejum como forma de protesto.
Por esses motivos sua prisão foi
decretada diversas vezes pelas autoridades britânicas, prisões às quais sempre
se seguiram protestos pela sua libertação (por exemplo, em 18 de março de 1922, quando foi
sentenciado a seis anos de prisão por desobediência civil, mas cumpriu apenas
dois anos).
Outra estratégia eficiente de Gandhi pela independência
foi a política do swadeshi - o boicote a todos os produtos importados,
especialmente os produzidos na Inglaterra.14 Aliada a esta estratégia estava sua
proposta de que todos os indianos deveriam vestir o khadi- vestimentas
caseiras - ao invés de comprar os produtos têxteis britânicos.
Gandhi declarava que toda mulher
indiana, rica ou pobre, deveria gastar parte do seu dia fabricando o khadi em apoio ao movimento de
independência. Esta era uma estratégia para incluir as mulheres no movimento, em um
período em que pensava-se que tais atividades não eram apropriadas às mulheres.
Sua posição pró-independência
endureceu após o Massacre de Amritsar em 1920, quando soldados
britânicos abriram fogo matando centenas de indianos que protestavam
pacificamente contra medidas autoritárias do governo britânico e contra a
prisão de líderes nacionalistas indianos.14
Uma de suas mais eficientes ações foi
a marcha do sal,
conhecida como Marcha Dândi, que começou em 12 de março de 1930 e terminou em 5 de abril,14 quando Gandhi levou milhares de
pessoas ao mar a fim de coletarem seu próprio sal ao invés de pagar a taxa
prevista sobre o sal comprado.
Gandhi passou cada vez mais a pregar a
independência durante a II Guerra
Mundial, através de uma campanha clamando pela saída dos britânicos
da Índia (Quit Índia, literalmente Saiam
da Índia), que em pouco tempo se tornou o maior movimento pela
independência indiana, ocasionando prisões em massa e violência em uma escala
inédita.
Gandhi e seus partidários deixaram
claro que não apoiariam a causa britânica na guerra a não ser que fosse
garantida à Índia independência imediata.
Durante este tempo, ele até mesmo
cogitou um fim do seu apelo à não-violência, de outra forma um princípio
intocável, alegando que a "anarquia ordenada"
ao redor dele era "pior do que a anarquia real". Foi então preso em
Bombaim pelas forças britânicas em 9 de agosto de1942 e mantido em cárcere por dois anos.
Gandhi teve grande influência entre as comunidades hindu e muçulmana da Índia. Costuma-se dizer que ele
terminava rixas comunais apenas com sua presença. Gandhi posicionou-se
veementemente contra qualquer plano que dividisse a Índia em dois estados, o que
efetivamente aconteceu, criando a Índia - predominantemente hindu - e o Paquistão - predominantemente muçulmano.
No dia da transferência de poder,
Gandhi não celebrou a independência com o resto da Índia, mas ao contrário,
lamentou sozinho a partilha do país em Calcutá.
Gandhi tinha iniciado um jejum no dia 13 de janeiro de 1948 em protesto contra as violências
cometidas por indianos e paquistaneses. No dia 20 daquele mês, sofreu um
atentado: uma bomba foi lançada na sua direção, mas
ninguém ficou ferido.
Entretanto, no dia 30 de janeiro de 1948, Gandhi foi assassinado a
tiros, em Nova Déli,
por Nathuram
Godse, um hindu radical que responsabilizava Gandhi pelo
enfraquecimento do novo governo ao insistir no pagamento de certas dívidas ao
Paquistão. Godse foi depois julgado, condenado e enforcado, a desrespeito do
último pedido de Gandhi que foi justamente a não-punição do seu assassino.
Fontes de consulta:
http://www.jardimdasideias.com.br/public/userfiles/Gandhi.jpg
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mahatma_Gandhi
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