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Martin com sua frase que ficou muito famosa quando dita em um discurso: "Eu tenho um sonho." |
Martin Luther King Jr. (1929-1968) foi um pastor protestante e ativista político estadunidense. Tornou-se um dos
mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e no mundo, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo.
Ele organizou e
liderou marchas a fim de conseguir o direito ao voto, o fim da segregação, o
fim das discriminações no trabalho e outros direitos civis básicos. A maior
parte destes direitos foi, mais tarde, agregada à lei estado-unidense com a
aprovação da Lei de Direitos Civis (1964), e da Lei de Direitos Eleitorais
(1965).
King e o CLCS
escolheram com grande acerto os princípios do protesto não violento, ainda que
como meio de provocar e irritar as autoridades racistas dos locais onde se
davam os protestos - invariavelmente estes últimos retaliavam de forma
violenta. O CLCS também participou dos protestos em Albany
(Alabama) (1961-1962),
que não tiveram sucesso devido a divisões no seio da comunidade negra e também
pela reação prudente das autoridades locais; a seguir, participou dos protestos
em Birmingham (1963) e do protesto em St. Augustine,
na Flórida (1964). King, o CLCS e o CNVCE uniram forças em dezembro de 1964, no
protesto ocorrido na cidade de Selma
(Alabama).
Na primeira,
marcharam 525 pessoas por apenas seis blocos; a intervenção violenta da polícia
interrompeu a marcha. As imagens da violência foram transmitidas para todo o
país e o dia ganhou o apelido de Domingo Sangrento. King não participou dessa
marcha: encontrava-se em negociações com o presidente estado-unidense e não deu
sua aprovação para a marcha tão precoce.
A segunda marcha
foi interrompida por King nas proximidades da ponte Pettus, nos arredores de
Selma, uma ação que parece ter sido negociada antecipadamente com líderes das
cidades seguintes. Esse ato causou surpresa e indignação em muitos ativistas
locais.
Antes, em 1963,
King foi um dos organizadores da marcha em Washington, que, inicialmente,
deveria ser uma marcha de protesto, mas, depois de discussões com o então
presidente John F.
Kennedy, acabou se tornando quase que uma celebração das conquistas
do movimento negro (e do governo) - o que irritou bastante ativistas mais
radicais e menos ingênuos.
A partir de 1965, o
líder negro passou a duvidar das intenções estado-unidenses na Guerra do Vietnã. Em fevereiro e, novamente, em
abril de 1967, King fez sérias críticas ao papel que os Estados Unidos
desempenhavam na guerra. Em 1968 King e o SCLC organizaram uma campanha por
justiça sócio-econômica, contra a pobreza (a "Campanha dos Pobres"), que
tinha por objetivo principal garantir ajuda para as comunidades mais pobres do
país.
Também deve ser
destacado o impacto que King teve nos espetáculos de entretenimento popular.
Ele conversou com a atriz negra do seriado Star Trek original, Nichelle
Nichols, quando ela ameaçava sair do programa. Nichelle acreditava
que o papel não estava ajudando em nada sua carreira e que o estúdio a tratava
mal, mas King a convenceu de que era importante para o negro ter um
representante num dos programas mais populares da televisão.
Fontes de consulta:
http://www.davidbrim.com/wp-content/uploads/2013/01/Martin-Luther-King-I-have-a-dream.jpg
http://pt.wikipedia.org/wiki/Martin_Luther_King_Jr.